guitarra

Tilla Maria
--------Do Fado á Canção Portuguesa.

---------Inglês---Português

Rua Carlos Anjos
Amoreira
2765 Estoril
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UMA ARTISTA EM QUATRO TEMPOS.

O tempo da aprendizagem.

Clotilde Maria Vicente Seguro, com o nome artístico de Tilla Maria, nasceu em Cascais há sessenta anos, terra que cantou, encantou e onde ainda hoje reside.

Após o liceu, frequentou a escola de enfermagem Calouste Gulbenkian em Lisboa, onde se diplomou, tendo exercido durante alguns anos esta profissão gratificante, que apenas deixou para se dedicar de corpo e alma a outra não menos gratificante: o Fado.

Aqui não lhe faltaram apoios, uma vez que seu pai, além de industrial de metalurgia, era um fadista de gema, conhecedor de tudo o que esta arte tem de mais nobre e relacionado com os grandes nomes de poetas, músicos e fadistas da época, levando-a, desde os quatro anos, aos locais onde se cantava fado. Assim foi com naturalidade que Tilla Maria, no Arreda em Cascais primeiro, e depois no Morangueiro e Galito no Estoril, iniciou a sua caminhada artística, evoluindo, para não mais parar.

O Fado profissional e folclore.

Ainda semi – profissionalizada, em 1980, cantando regularmente no Kopus Bar em Cascais, foi convidada para o mais conceituado restaurante típico de Lisboa, “Faia”, aqui já como profissional, que na altura pertencia a Lucília do Carmo e a Carlos do Carmo, onde cantavam todos com o maior trio de guitarras do Bairro Alto, Freitinhas, José Maria Nóbrega e Martinho da Assunção. Ali conheceu e conviveu com grandes fadistas, além dos já citados, entre eles Maria do Rosário, Maria Albertina, Maria da Luz, Lúcio Baumond e o doutor Manuel Branquinho no fado de Coimbra. Aqui foi logo convidada e gravou para a Discossete o seu primeiro LP e cassete de fado e folclore, “A Minha Terra é Cascais”, acompanhada por Jorge Fontes e seu grupo musical.

No Bairro Alto e em toda a Lisboa a fama corre lesta, e Tilla Maria desdobrava-se a ir também cantar a outras casas típicas, onde conviveu com os grandes monstros do Fado, Fernando Maurício, Alfredo Marceneiro Jr., Manuel Fernandes, Fernando Peres, Natália dos Anjos, Gabino Ferreira, Júlio Vieitas e tantos, tantos outros grandes fadistas que seria fastidioso enumerar. Ainda em Lisboa gravou o seu primeiro disco de fado, “Fados” também para a Discossete. Fernando Tordo, Ary dos Santos, António Frazão, Júlio de Sousa entre outros, foram os seus autores. Todas as edições se esgotavam, com venda nas casas típicas e no mercado normal, pelo que não se estranha que a Discossete, não a deixasse escapar, convidando-a, para uma outra gravação de fados, “ Menino Pobre Menino”.

Em 1983, de regresso ao Kopus Bar como profissional, gravou “Fados e Folclore” de Arlindo Carvalho e Luís Simão. Foi outro grande êxito. Em 1984, após a inundação que praticamente destruiu o Kopus, Tilla regressou a Lisboa, ao Bairro Alto, agora para o “Painel do Fado”, onde gravou mais dois discos de Fado, “Isto é Fado” e “Fim do Nosso Amor” e o seu primeiro aparecimento televisivo no programa “Fado nas Casas Típicas” cantando “Hermínia de Lisboa”. Aqui conviveu com grandes nomes do fado e da canção, e com grandes figuras da sociedade portuguesa e internacional. Curiosamente, George Bush pai, ainda como vice-presidente dos EUA, esteve ali, e como recordação levou uma cassete de Fados da Tilla Maria.

Mas o mercado é o que é. Tilla teve de deixar o Painel e dedicar-se aos espectáculos por todo o país e estrangeiro. Esse será o tempo seguinte.

As Festas e a Estrada.

Em 1990 grava para a Disconorte um novo LP, agora todo de canções inéditas, “Não vou recordar” com músicas de José Orlando, Manuel Paião e outros, e letras de Carlos Soares, Eduardo Damas e Natália dos Anjos. Foi mais um êxito, e a partir daqui, Tilla não mais parou, com temporadas no Porto, idas a França, Suíça, Alemanha, Açores e Madeira etc. A Disconorte, para não ficar sem fado desta agora sua artista, reeditou “Isto é Fado”, adquirindo os direitos á Discossete. Em 1993, entrou finalmente na era digital, gravando o seu primeiro CD de inéditos da autoria de José Orlando e Carlos Soares para a Edimusica,” Segredos de Amor”. Foram efectuadas sucessivas edições, estas vendidas nos seus espectáculos de província e estrangeiro, agora com o seu conjunto privativo, Menito Ramos e Companhia, de Torres Vedras. Em 1995 gravou para a Dualsom o segundo CD de inéditos da autoria de Toy, Mário Gil, “Feiticeira do Amor” , parando aqui para reflectir se realmente merecia a pena continuar a empenhar-se artisticamente, quando as editoras começavam a cobrar aos artistas para gravar, e os tops eram comprados a preço de ouro, não correspondendo de nenhum modo ao gosto e arbítrio do mercado. Tilla costumava dizer que “ agora qualquer gago que saiba arrotar em dó maior, se tiver muito dinheiro, vira vedeta e vai para os tops ”.

O regresso às origens.

Depois de ter actuado em todos os casinos, casas de fado, muitos concelhos e aldeias deste país, de ter feito as delícias de emigrantes portugueses por toda a Europa e América, Tilla Maria, após a morte dos pais e seu irmão num curto espaço de tempo, parou. Ainda canta para os seus amigos e familiares, e faz chorar de saudade qualquer que ainda goste de Fado…porque agora, só quando quer e para quem quer, ela canta como sempre a canção nacional, e ninguém fica indiferente. Os seus grandes amigos, Fernando Maurício, Natália dos Anjos, Marceneiro pai e filho, e tantos, tantos outros fadistas e cançonetistas que já partiram, a sua falta é, sem dúvida, a força que faz reviver o nosso FADO.

Guitarra

 

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